sábado, 2 de agosto de 2008

Por/quês

Meus porquês estão todos partidos.
Fragmentados, com os erres cada vez mais distantes dos quês.
Já não me restam porques unidos. Estes rareiam e logo se separam.
Meus sólidos porques tornaram-se frágeis por ques.
Migalhas questionáveis, incertas. Migalhas duvidosas esses meus por ques.
Dos fortes ancestrais, pouco restou.
Alguma semelhança física, uns poucos traços em comum.
Eis que minhas certezas se precipitam no espaço entre duas letras.

Entre duas letras cabe um mundo.

4 comentários:

Marina Melz disse...

deve ser por isso que eu confundo os porquês juntos, separados, com e sem acento. por/que(^) eu nunca tenho absoluta certeza deles.

como você comentaria, DUCA!

fabioricardo disse...

pq diabos teu RSS tá apontando direto pros comentários, ao inves de apontar pro post?

D. Lopes disse...

é, cabe um monte. vai daqui até o horizonte.

Luzia disse...

"Aquele que tem um porquê para viver pode enfrentar todos os comos" Friedrich Nietzsche