segunda-feira, 17 de junho de 2013

Junho de 2013



Junho de 2013

Não tome o meu silêncio
como descaso.
Não o tome, tampouco, por um confortável não-saber.
Acima de tudo, peço,
não o tome como contrário.

Meu silêncio é apenas de embaraçosa vergonha
pelo meu silêncio.

Assim, silencio na esperança
de que em meio ao alvoroço
não ouças meu silêncio.

Sem ruído emitir,
omito
a minha voz
imito
à minha vez
o silêncio que esperava ouvir ruir.

2 comentários:

Ana Gabriela disse...

Silêncio,
Este que já se propagou
Por todo o meu ser.

Mas não o denomine displicência
Entendas que é apenas aparência.

E então saberás que o silêncio
Nada mais é que
A alma escondida.

Que fiquemos então por algum tempo em silêncio. Abraços, Rodrigo.

Rodrigo Oliveira disse...

Silêncio, quando ecoa, é poesia.